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Não pergunte ao “posto ipiranga” | As fragilidades de uma política neoliberal frente ao COVID-19

Coluna: Economia às Avessas

Assim denominado pelo Presidente da República, o atual Ministro da Economia, Senhor Paulo Guedes, até então tido como referência quanto sua postura neoliberal de “Estado-Mínimo” na condução da economia brasileira vem demonstrando fragilidades importantes nos rumos da economia brasileira.

A previsão de crescimento do PIB para 2020 que estava projeta em 2,0% tende, com a pandemia do COVID-19 fechar o ano corrente em 5,0% negativo. É sem dúvidas uma queda que abala as estruturas do país.

A teoria neoclássica assume como premissa básica o “Estado Mínimo”, ou seja, que o Estado interfira o mínimo possível na economia, pois, por sí só, os mercados se autorregulam.

Contudo, não há um país no mundo desde Riqueza das Nações de Adam Smith que tenha alcançado uma situação de desenvolvimento adotando as premissas do velho inglês, pai da economia moderna. Pois bem, é nisso que o senhor Paulo Guedes acredita.

Um país em pleno combate de uma pandemia, o que se espera da pasta da economia é um plano econômico estratégico que possibilite ao menos atenuar as perdas do setor produtivo e dos trabalhadores. Até aqui, nenhum dos segmentos estão sendo efetivamente apoiados por medidas e ações do Ministério da Economia.

Há uma grande dificuldade do ministro em pelo menos colocar em prática as ações por ele mesmo já anunciadas. Os 800 bilhões de ajuda ao setor empresarial não se efetivaram e, além disso, o sistema bancário, inclusive o BNDS, demostram pouca agilidade na concessão dos empréstimos a este segmento.

Já o trabalhador formal se viu diante da real redução dos seus rendimentos, suspenção dos contratos e o desemprego. O informal, arrisca a vida para vencer os obstáculos burocráticos para, depois de uma enorme lentidão governamental, conseguir acessar os R$ 600,00 do auxílio emergencial.

Se os EUA anunciaram ainda em abril o maior pacote econômico da história do país, em terras brasileiras as medidas neoliberais do senhor Ministro persistem.

A crise econômica do país, acentuada pelo COVID-19 não é passageira, seus efeitos continuarão ao longo dos anos. As medidas e ações anunciadas até aqui são insuficientes e requerem uma ruptura da visão de um “Estado Mínimo”. A história econômica dos últimos 300 anos nos ensinam que em momentos de crise é necessário que o Estado seja o agente dinamizador da economia.

Se na década de 1930 Getúlio Vargas comprou e queimou café como medida de garantia da renda nacional, se em 2009, como consequência da crise imobiliária norte americana o então Ministro Guido Mantega garantiu o aquecimento da economia pelo mercado interno, cabe então ao Sr Paulo Guedes romper com seu neoliberalismo estreito e encontrar os caminhos para incentivar empresários e trabalhadores objetivando uma retomada da economia.

Juliano Luiz Fossá – [email protected]
Doutorando em Administração na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais (UNOCHAPECÓ), Pós-Graduado Lato Sensu em Gestão Universitária (UNIVALI) / Pós-Graduado Lato Sensu Gestão Empresarial (UNOCHAPECÓ), Bacharel em Ciências Econômicas (UNOCHAPECÓ).

 

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