Os resultados positivos dos testes PCR realizados pela Chapecoense precisam acender um alerta no futebol catarinense.
Alguma coisa não deu certo porque algo escapou ao controle dos protocolos.
Até agora havia um caso isolado aqui ou ali, mas segundo apuração da imprensa de Chapecó, que acompanha o dia a dia do clube, teriam sido detectados mais de 10 casos em testes feitos na terça e que tiveram resultado somente na quinta.
Acontece que no meio dessa história houve o jogo contra o Avaí.
A Chapecoense não revelou detalhes sobre os resultados. Ninguém pode cobrar que os nomes sejam revelados. Não seria correto. Mas o clube deveria ter sido mais transparente na divulgação.
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Se a Chapecoense tivesse ao menos revelado a quantidade de pessoas e dado certezas sobre, por exemplo, se algum atleta envolvido (campo ou banco) no jogo de quarta passada estivesse entre os casos positivos, já estaria ajudando a fazer o mais correto.
Afinal, o Avaí estava em campo também, havia delegados, gandulas, árbitros – e alguns deles podem ter tido contato com pessoas que já estavam infectadas e só tiveram resultados dos testes revelados no dia seguinte.
Lembrando que o protocolo do estado, que vale como regra para liberação do futebol, prevê a separação dos casos detectados e das pessoas que tiveram contato com estes casos.
Os infectados até aqui haviam sido isolados, como o do técnico do Marcílio Dias, que foi separado do grupo de jogadores nos primeiros sintomas, ou do meia Patrick, do Figueirense, que também foi retirado nos primeiros sinais. Ou ainda, dos árbitros, que foram separados e retirados das escalas. Mas quando aparece um grupo de mais de 10 pessoas – se confirmada mesmo esta quantidade – é preciso parar e analisar o que deu errado e onde o protocolo não foi cumprido. É preciso questionar sim e discutir seriamente a questão.
Fonte: NSC